terça-feira, 19 de setembro de 2017

Nas asas da poesia


Nas asas da poesia

Pena? _Não. Só há uma ventania,
É fonia por dentro: quente e amena,
Acena imaginar em demasia,
Histeria de verso; desordena.

E despena minha alma, extrai e copia,
Seria o tal plainar em linha e cena.
Arena em flor, pecado, ave-maria,
Iguaria de anseio, até obscena.

Terrena, célica essa tal sangria?
Periferia ou centro nada apequena,
Plena, absoluta. Late, uiva e pia.

E teoria alguma aclara; epicena.
Morena que avassala; a poesia,
Arrepia. Versar: voo que aliena...

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG



foto: Greg Ordones

arte:  Dequete

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Ninguém pode com esse tal bebê...

Ninguém pode com esse tal bebê...

“Dorme neném que o bicho vem pegar.”
_Azar, pois pode até se arrepender!
E fazer o que? Eu vou lhe amedrontar!
Calar? _Isso não irá acontecer!

Entender a mamãe, nem está dando mais,
Aliás: esse bicho não existiu,
#Partiu realidade.  É demais!
Ademais, meu amiguinho não viu!

Riu! _Também não há boi da cara preta!
E careta melhor não tem quem faça!
É massa essa crendice, tão obsoleta!

Porreta mesmo é a cegonha, passa!
Graça alguma! Mamãe dá a chupeta?!
Na gaveta. Cuidado, olha a pirraça!

Raquel 0rdones #ordonismo
Uberlândia MG





domingo, 17 de setembro de 2017

A cor dar

A cor dar

Então, quero acordar toda manhã,
Com a maça do rosto suculenta,
_Aumenta o som e escute: é Djavan,
Eu sou fã de café, mas não requenta.

E venta pela fresta da  janela,
Ela-me nesse mundo que sorri,
Li e espanca-me o poema de Florbela,
Na estampa do pijama, um colibri.

Vi nos raios do sol lampejo luz,
E seduz-me a inspirar em demasia,
É ventania em mim, ninguém traduz.

Conduz acendimento de magia,
É alergia. Espirra verso, induz,
Capuz da alva, borrifo poesia.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG - 17/09/17




sábado, 16 de setembro de 2017

Xuxu


‘Xuxu’

E seria por ser assim sem gosto?
É um rosto enrugado tal e qual?
Num varal, trepadeira no seu posto?
O desgosto em provar é sem igual?

 É sem o sal, tempero, silhueta?
Nem malagueta traz o paladar?
Degustar para quem é de veneta?
Caneta na receita a rabiscar.

E chamar de ‘xuxu’, o que isso me diz?
Infeliz elogio ou xingamento?
Pensamento maduro ou é aprendiz?

Fiz avaliação; arrebitei nariz,
Eu quis saber mais sobre o tratamento.
E reinvento-me; foi afago: feliz.

Raquel Ordones  #ordonismo


Uberlândia MG  16/09/17



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

" ‘Só lhe dão’ se você aceitar "


" ‘Só lhe dão’ se você aceitar"

E na cabeça existe uma guerrilha,
Uma vasilha farta de restos de ontem,
Apontem-me porque essa enorme pilha,
Trilha abismos; please aí, me contem.

Desmontem esse circo, coisa falha,
Encalha vida, corta como espada,
Nada é pior, imo cospe navalha,
Entalha a alma, feição dilacerada.

Fadada à dor, ser é solidão,
Mas a emoção é uma flor caída,
Tida chorosa numa decepção.

Ademão é inútil, nem vertida,
Ferida sara; a luz visitação,
Oração brota; treva diluída.

ღRaquel Ordonesღ   #Ordonismo
Uberlândia MG 14/09/17


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Cordão


Cordão

É: então a costureira bate o ilhós
O retrós já se mostra bem vazio,
O fio já se foi; costurou o cós,
Voz de Maria:_ Ê botão arredio!

Desconfio: outro ilhós fora pregado
E é do lado do outro, outro; fez trio,
Enfio linha à agulha: atado,
É dobrado tecido, sem desfio.

Frio assopra na tez; arrepião,
A mão corre a esconder bem o seu dote,
É mote poeta! Ah, imaginação!

Vão entre ilhoses e ilhoses; só anote:
E vote em não encontrar o tal cordão,
Senão acaba a paisagem do decote.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 13/09/17




segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Caixa de papelão

Caixa de papelão

Despejada, jogada ali no chão,
Sem descrição, letreiro. O que continha?
Farinha, doce, manga, macarrão?
Sabão? Quem sabe peixe na latinha?

Não tinha cheiro, nada era manchada.
Jogada no chão, tal qual um entulho.
Sem embrulho nenhum, fita: quadrada,
Só largada, quieta, sem barulho.

Mergulho-me a pensar: de que seria?
Bacia, livros, ovos ou mamão?
Pão? Talvez mortadela de fatia?

Poesia? De quem a inspiração?
Emoção do nada, ninguém copia.
Faz ventania... Vai-se o papelão.

Raquel Ordones #ordonismo
 Uberlândia MG 11/09/17


domingo, 10 de setembro de 2017

Chove você em mim

Chove você em mim

Meus muros se molham, e se encharcam,
Marcam-se nossas cores em mistura,
Estruturas pulsam, e me abarcam,
Atracam; lava toda a minha altura.

É loucura esse seu chover em mim,
Meu jardim brota, é tanto perfume,
Cardume de desejo está afim,
O seu jasmim me inunda, então me assume.

Volumes, escorrências infinitas,
Imita catarata, irrigação,
A atuação dos seus pingos me agita.

Excita-me ao extremo, volição.
Então existe esse vento, e me visita,
Levita a saia da imaginação.

Raquel Ordones - #ordonismo
Uberlândia MG 10/09/17



sábado, 9 de setembro de 2017

Apesar das barbaridades

Apesar das barbaridades

O mundo caindo íntegro lá fora,
É; agora escoamos pro seu fundo,
É profundo e doído, sim senhora!
Embora a gente finja. É tão imundo.

Inundo-me de esperas, melhor, tento,
O momento não ajuda, quase grito,
Acredito ainda. É forte o lamento,
O vento sopra contra, sinto o agito.

Negrito é a guerra com seu sangue,
É bangue-bangue, abuso em demasia,
Demagogia, tráfico, dolangue.

Langue se enrosca a cobra hipocrisia,
Alicia criança; adulto: gangue,
Desse mangue, o eufemismo poesia.

Raquel Ordones #Ordonismo
Uberlândia 09/09/17



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Escrevi versos doentes


Escrevi versos doentes

Era carente tal vocabulário,
Armário com as traças, decadente,
Presente era passado, vil fadário,
Sem rosário, sem gládio, sem tridente.

Mente desmaia; é contexto vão,
Coração com stent numa clausura,
Sem partitura sai dó da canção,
Emoção pálida, ar era loucura.

Amargura nas letras, pés trincados,
São molhados em fungos e tão anêmicos,
Epidêmicos são saboreados.

Internados à força, tão polêmicos,
Nada eufêmicos, de eus coagulados,
Deitados, com desejos, mas abstêmicos.

Raquel Ordones  #Ordonismo 

Uberlândia MG 07/09/17




sábado, 2 de setembro de 2017

Através dos galhos e flores

Através dos galhos e flores

Abre-se uma janela; via céu,
Um véu quadriculado em janelinha,
Alinha em ar, olor, sabor de mel,
A granel a beleza na entrelinha...

Desalinha-se um cheiro, a folha e flor,
Um rumor com os galhos se roçando,
Dançando não implicando ao calor,
O amor por natureza, assim pulsando.

Olhando fico até meio sem fala,
Abala-me um encanto, uma emoção,
Criação que no meu dentro se estala.

Instala-se no cerne, admiração,
O coração gargalha e despetala,
Da sala, jaz em mim inspiração.

ღRaquel Ordonesღ #Ordonismo
Uberlândia MG 02/09/17

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Desconstruindo

Tudo é afixado no céu,
Apenas no papel de parede infantil.
Até carneirinhos...

Desconstruindo

A estrela não é uma flor do céu,
Em rapel, que se fez incorporada,
Plantada não foi, pois vive ao léu,
Esse véu azul não é sua morada.

Calada, com fulgor e intermitente,
Ora cadente. Cai ou quer se mudar?
No ar a nuvem também está pendente,
Quente, o sol passa o dia a passear.

É ímpar o reino da musa lua,
Flutua pelo espaço a arrebatar,
A visitar o sol, de longe; e nua.

Evolua, a chuva, o céu não vai aguar,
A ornar, além-arco-íris, da rua,
Exclua a ideia, tudo avulso ao olhar.

Raquel Ordones #Ordonismo
Uberlândia - MG  17/08/2017









quinta-feira, 10 de agosto de 2017

"No SUS piro"


“No SUS piro”

O corpo necessita de reparos
Caros talvez; às vezes descansar,
Cuidar é o melhor, e sinta faros,
Aparos para o bem; funcionar.

Parar não dá, não é da natureza,
E da leveza da alma vem a ajuda,
E se muda o passadio é riqueza,
Com a beleza externa não se iluda.

Arruda atrás da orelha; será? Rola?
Rebola-se no step, tal qual um tiro,
Giro ríspido pode estragar mola.

Bola pra frente, bem estar eu miro,
Expiro, inspiro; agito de cachola,
Vê se cola, eu doente no SUS piro!

ღRaquel Ordonesღ #Ordonismo
Uberlândia - MG  10/08/2017

sábado, 5 de agosto de 2017

Meu “eu” irresponsável


Meu “eu” irresponsável

Então, sair da cama? Nem por decreto!
Discreto pijama, tirar nem pensar!
Escovar os dentes? Ação que eu veto!
O correto, simples: não levantar!

Tomar banho? Fuga arquiteto!
Quieto ali, pra ninguém notar,
Trabalhar? Amanhã. Hoje é exceto.
O projeto agora é só vadiar...

Ligar a TV, programa seleto,
Repleto de preguiça a cochilar,
Falar eu evito, ainda inquieto.

Afeto de todos, sem sair do lugar,
Almoçar eu quero, um prato completo,
Meu teto, meu mundo no celular...


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 05/08/2017

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Escrevendo como poeta


Escrevendo como poeta
(Hediondo)

Ela, loira de ipês em ventania,
A poesia na alma, escrita preta,
Violeta usa, ponto de cruz fia,
Alegria vai, fraca borboleta.

Greta íntima, vê a rachadura,
A loucura talhou com seu punhal,
Fatal solidão, força sepultura,
Há agrura chovendo no varal.

No umbral da frente é a planta morta,
Porta semicerrada vem mau cheiro,
Bueiros, demolição, que o imo transporta.

Exorta dores, folhas no terreiro,
Derradeiro suspiro, não se importa,
Corta o coração, perde amor primeiro.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 04/08/2017

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Moro em provisórios de mim


Moro em provisórios de mim

E, mutantes são todos os meus eus,
Gineceus seduzem a cada instante
Em provocantes cernes androceus,
Adeus; mudei... É um tanto constante.

Avante, lei da vida, outra procura,
A cura pra ferida o tempo traz,
Em cartaz, paixão, amores e loucura,
Apura-se na gente, agito e paz.

Jaz em cada segundo uma mudança,
Herança deixada reconstrói enfim,
O jasmim nasce, cresce e seu olor lança.

Criança que madura, senil, fim...
Assim há um processo, em mim avança,
Dança, moro em provisórios de mim.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 03/08/2017

domingo, 30 de julho de 2017

Laranjeira em flor

Laranjeira em flor

A primeira flor, inda tão pequena,
E serena. Mas venta; espinho mole,
E bole um galho no outro: _Mas, que cena!
Plena em verdura, todo clima a engole.

Há um gole de água na raiz,
Nariz de abelha anseia seu perfume,
Assume poesia, alvo matiz,
Aprendiz da estação que se resume.

E vagalume, estrela que a rodeia,
Uma teia de aranha ali tecida,
Envaidecida a meia noite e meia.

E clareia o dia, ainda com mais vida,
E florescida tem sonho na veia:
Pois creia: ser grinalda se colhida.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 



quarta-feira, 26 de julho de 2017

Excitação poética


Excitação poética

É patética, enfim, é natural,
E no canal da mente, ação mofética,
Dialética de alma com carnal,
Vendaval que bagunça toda estética.

Cética até, porém vem sem aval,
Um oral engolido sem fonética,
Frenética emoção descomunal,
É amoral, profana, santa: eclética.

Hipotética ideia ora real,
Literal, de miragem imagética,
É atlética prática, afinal.

Liberal, ejacula-se a poética.
Sincrética; estimulo manual,
É visceral, de síntese magnética.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 26/07/2017

sábado, 22 de julho de 2017

Pinturas de si


Pinturas de si

E sai por ai com sua melhor cor,
Flor, todos os perfumes e texturas,
Partituras de voz, risos, calor,
Há dor, com apoucadas estruturas.

Loucuras sãs, cambotas, piruetas,
As borboletas ágeis, ventania,
Poesia provando silhuetas,
Em veneta, ora noite e ora ao dia!

Cria-se e sai por ai em seu melhor traje,
Reage em entretons da tal fineza,
Beleza descabida ao céu raje.

Viaje na pintura, tem riqueza,
Leveza, tinta da alma sem ultraje,
Age, então pinta a sua natureza.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 22/07/2017

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Potinho de plástico


Potinho de plástico

E no armário um potinho bem fechado,
Do lado de um vidrinho de pimenta,
É atenta menina, olhar ligado,
Acelerado o peito nem aguenta.

E venta a pretensão de abrir o pote,
Dá pinote, coceiras pela mão,
Numa emoção extremada vinda em lote,
_Anote: é sapeca quanto o irmão!

Atenção: anda pra lá, pra cá a andar,
A matutar: que tem nessa vasilha?
Empilha algumas caixas pra alcançar.

No ar pendurada aparta a tal presilha,
Humilha a altura, gira o destampar,
A vibrar com suspiros de baunilha.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 19/07/2017

sábado, 8 de julho de 2017

Memórias mal-assombradas

Memórias mal-assombradas

No sótão da alma, são tantas as poeiras,
Leiras de espinhos abrem as gavetas,
Nas gretas do assoalho tem ratoeiras,
Nas beiras da vão não tem borboletas.

Caretas do passado não passam,
Pirraçam! _Buuu! São de venetas,
Tão xeretas lembranças nos laçam,
Amordaçam-nos, são quase capetas.

Piruetas e sustos no porão,
No coração arrastam tantas correntes,
Ambientes penumbras de ilusão,

O casarão de nós requer presente,
Em candente sol, ar, renovação,
A solidão e rancor assombram mente.


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 08/07/2017

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Maria

Maria

E no salto, na altura, lá vem ela.
Bela, qual uma flor desabrochada,
Ponderada vestindo uma aquarela,
Janela de sorriso e perfumada.

Tocada pelo vento, uma pintura,
Escultura ambulante se negrita,
Agita seu cabelo em partitura,
Candura de mulher; então ele a fita.

É dita a tal batida, é perfeita,
Eleita musa, dona do seu dia,
Em alegria múltipla, a alma aceita.

Respeita, em sua frente, a poesia,
Maria é meiguice, o olhar espreita,
Deleita sonho em toque de magia.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 



( à todas as Marias mulheres)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Po(rr)esia - poemasculino

Po(rr)esia
(poemasculino)

_Ei garçom, o de sempre, por favor!
O amor em mim está acomodado,
Abrasado! Minha alma sente calor,
Flor, desejo no íntimo plantado.

Sentado na cadeira, um nó debruça,
Refuça pensamentos, ventania,
Sangria de saudade que soluça,
Aguça minha tez que ontem ardia.

Melodia que minha vida encobre,
É tão nobre sentir que me extasia,
Inebria o meu ser, ora bem pobre.

_ Desdobre garçom, faça cortesia!
Água fria, toalha da ara dobre,
Nem cobre!Papel, lápis pra poesia!


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG – 05/07/2017

domingo, 2 de julho de 2017

Lagartixa

Lagartixa

A parede; seu mundo é tão aberto,
Alerto: a imagem não é lá bonita!
Agita, esbugalhados olhos, perto,
Aperto as minhas mãos, e minh’ alma grita.

Negrita transparência roxeada,
Assustada, perninha aberta; corre!
Morre de medo, assim feito eu e calada.
Desarmada detrás do fogão. Porre!

Percorre esse caminho todo dia,
Euforia que já virou rotina,
_Menina, e ainda lhe faz a poesia?

_Desafia-me. Faz mal à retina,
Da esquina espreito a bicha. _Que fobia!
Mania; lagartixa mais traquina!


Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

Cabelos

foto:Greg Ordones.

“_Cabê-los em mim?
Couberam sim!
Despejando-se, enfim
Os cabelos...”

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Desejo

Desejo

E nos monta o desejo. De onde vem?
É além do controle chega e apossa,
Destroça a carne é quase desdém!
Atém-se pela tez, dentro alvoroça.

E remoça a alma, é quase infantil,
Cantil d’água nalgum despovoado
É alado em rasante e tão febril,
Ardil, uma palavra o faz soltado,

E calado ele grita; irrita esperta,
Desconserta a libido, a mesma implora,
E devora a gente, antes disso aperta.

Aberta a vontade que quase chora,
Apavora um querer, qual uma oferta,
Liberta nossos eus sem lugar e hora.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

Das conquistas

Das conquistas

Persisto; sei que é o meu caminho,
Desalinho eu sei que há e não desisto,
Insisto com jeitinho nesse ninho,
Vinho e beijos. Assim melhor invisto.

Revisto algumas chances; se não as tem!
Eu também sou capaz de arquitetar,
Planejar as minúcias, sem desdém,
Amém! Para o meu amor e pro seu amar!

Tentar sempre, a investida é um ganho,
Suponho: vai arriscar e do meu lado,
Alado se em meu plano te reganho.

Apanho aqui, ali lucro aprendizado,
Acordados qual Pink, Cérebro e o sonho,
Tão risonhos: e um mundo conquistado.

Raquel Ordones #ordonismo
Uberlândia MG 

domingo, 18 de junho de 2017

Nó de desejo

Nó de desejo

Em nós, laços, perfumes, borboleta.
A Julieta e Romeu sem venenos.
Pequenos: Vada e Tom, e não te meta.
Na maleta Bonnie e clyde; plenos.

 Son buenos, Juan que o amor não Evita.
 Negrita Jack e Rose, Titanic.
Chique, Sam e Molly em vida infinita.
Lolita é aceita sem chilique.

E salpique-me; adube em sentimento,
Vento uivante me torna tão invadida.
Margarida e Donald em doce alento.

Ostento esse querer, alma sentida,
Vertida de desejo com aumento
Esquento-te, ferve-me, tez sorvida.

ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG